20140702

Longe do mundo



Primeiro era a bruma. Depois um pingo, mais outro pingo, seguidos de outros pingos e mais pingos: uma chuva miudinha caindo levemente no terraço.
Além, num murmúrio cativante, por detrás das rochas, o mar a perder-se no horizonte, a prender-se nos olhos, a impregnar-se nos sentidos… a evolar-se na imensidão.
Tudo é mar: a neblina; a chuva; a manhã morna e peganhenta. A imensidão longe do mundo.

7 comentários:

Graça Pires disse...

O mar a prender-se nos olhos mesmo quando se perde no horizonte. Um texto muito belo.
Beijo.

Mar Arável disse...

Tudo é mar

Belo

Ailime disse...

Olá Fá, como vai amiga?
Muito obrigada pela sua visita!
E este mar que como uma segunda pele nos convida a uma salutar solidão!
Belíssimo o seu poema em prosa!
Um beijinho,
Ailime

Nilson Barcelli disse...


"...a evolar-se na imensidão"
"a manhã morna e peganhenta"

Exemplos do que me encantou neste teu excelente texto.
Querida amiga Menorzinha, tem um bom resto de semana.
Beijo.

Emília Pinto disse...

Um pequeno texto cheio de poesia, mostrando-nos o quão poeticos são o mar...os pingos de chuva.. as manhãs
mornas. É só saber observar e um belo poema sai com toda a certeza. Beijinhos, amiga e desejo-te que continues a ter sempre essa capacidade de ver poesia em cada pormenor da natureza. É uma dádiva da vida ter essa capacidade.
Emília

SOL da Esteva disse...

O marulhar ou o bater da chuva, podem tornar-se no mais notável aliado dos momentos de Meditação... longe de qualquer Mundo.
Preciosa sequência.
Gostei.


Beijos


SOL

Vanuza Pantaleão disse...

Tudo aqui é um mar de inspiração. Adoro tua forma de poetizar a vida! Beijos, amiga, e muito obrigada pela honrosa visita!