
O OLHAR, óleo s/tela Tenini (Teresinha Canini Avila)
Um rosto, uma promessa, uma esperança no olhar. Um deixar fluir a vida no embalo de um sorriso, na insegurança de uma sílaba mal articulada, de uma gaguez de palavras mal soletradas. Encantamento.
Quem suportará padecer de um encantamento e sobreviver? Quem soçobrará a uma réstia de calor que perpasse na retina, a um lampejo de fogo que ateie um resquício de lume mal inflamado? Um louco? Por pouco se desenha um eco que não o chegou a ser. E se sucumbe. Por pouco, muito pouco!
Até que chega o tempo, a hora, em que as inseguranças passam a ser apenas lembranças e, até estas, se desvanecem. Tarde amanhece o espanto da mão que não foi dada, da sombra que não passou de aparência, da pergunta que não chegou a ser formulada. E nem por isso se deixa de olhar sem ver, e de acreditar sem querer. Nem de crer que a alma derreta ao toque de um silêncio ou de uma trombeta. Por mais breve que seja o tempo da nota, ela não deixará de fazer a música, nem a melodia seria igual se ela lhe faltasse. Nem a vida seria a mesma sem o encantamento do amor.
Mas amor é a própria vida. Amor que se dá, amor que se traz, amor que se faz. Amor, sempre amor! São olhares, são palavras, são mãos, são braços, são abraços e beijos. E desejos. E também são lágrimas, soluços, ou sorrisos, ou só pensamentos, ou pressentimentos, ou apenas imagens, paisagens, miragens, ou aragens, ou uma ligeira brisa ou, talvez, ventania. Um vento no rosto. Um rosto.
Um rosto? Nem sempre o chega a ser!
Quem suportará padecer de um encantamento e sobreviver? Quem soçobrará a uma réstia de calor que perpasse na retina, a um lampejo de fogo que ateie um resquício de lume mal inflamado? Um louco? Por pouco se desenha um eco que não o chegou a ser. E se sucumbe. Por pouco, muito pouco!
Até que chega o tempo, a hora, em que as inseguranças passam a ser apenas lembranças e, até estas, se desvanecem. Tarde amanhece o espanto da mão que não foi dada, da sombra que não passou de aparência, da pergunta que não chegou a ser formulada. E nem por isso se deixa de olhar sem ver, e de acreditar sem querer. Nem de crer que a alma derreta ao toque de um silêncio ou de uma trombeta. Por mais breve que seja o tempo da nota, ela não deixará de fazer a música, nem a melodia seria igual se ela lhe faltasse. Nem a vida seria a mesma sem o encantamento do amor.
Mas amor é a própria vida. Amor que se dá, amor que se traz, amor que se faz. Amor, sempre amor! São olhares, são palavras, são mãos, são braços, são abraços e beijos. E desejos. E também são lágrimas, soluços, ou sorrisos, ou só pensamentos, ou pressentimentos, ou apenas imagens, paisagens, miragens, ou aragens, ou uma ligeira brisa ou, talvez, ventania. Um vento no rosto. Um rosto.
Um rosto? Nem sempre o chega a ser!
(M. Fa. R. - 28.02.2009)



