17/12/2024
É Natal
11/10/2024
Grilaria
1 grilo!
2 grilos; 3 grilos; 4; 5; 6; ... 10? ou mais, montes deles a saltar, ao abrir a cancela do jardim, nunca tal vi antes assim.
É na garagem; das paredes ao telhado do sótão, pela noite dentro em estridente sinfonia, pior: tal gri-gritaria!
Dormir? qual quê?!... quem pode dormir com o som agitado destes mestres em grilaria?
Fazer o quê com tanto grilar? Quem pode aguentar toda a noite até ser dia?
Enorme cantoria: até na igreja - sacristia - em pedra negra de cantaria.
Grilos no jardim;
grilos no quintal;
grilos na minha cabeça...
Sacanagem!
E até no aeroporto no regresso da viagem.
24/02/2024
Sem concerto
20/02/2023
De fugir
Um chão que nos foge dos pés
Uma paisagem que nos treme nos olhos
Um mundo que não nos cabe nas mãos
Uma dor que nos chega
Uma palavra que nos parte
Um sorriso que nos morre
Uma voz abafada na garganta
Um olhar desfocado de cor
Um sentimento preso na pele
Uma ausência forçada
Uma estrofe falida
Uma ferida imunda
Uma boca faminta
Uma janela fechada
Uma tela deserta
Um abandono que mata
Uma flor de vida pisada
Um desrespeito que é faca
Um vento de nortada
Uma bomba perdida
Um grito de rajada
Um rol infinito
Um mundo enlouquecido
Um desamor a céu aberto
Escapar é imperativo
Desviar-se, fugir ao perigo que nos espreita o canto
É hora de calcorrear a vida mostrando que ela também é amar
(Publicado originalmente a 09/08/2011 no meu blogue Nuvens de Orvalho (apagado), para Fábrica de Letras e Palavras, poema 33)
12/09/2022
Mau(s) tempo(s), má fortuna, erros (nossos)…
21/12/2021
Oh, Jesus, Menino Deus
Quero pedir-Vos:
(Conversando com o Menino Deus – minha participação, a convite de Rosélia Bezerra. na interacção de Natal.)
15/09/2020
Há receios à espreita das janelas
Mas olhando fora delas,
para além dos vidros ou da falta deles,
vemos sol, luar, passarinhos, flores...
Mas também chuva, ventos e todos os temores.
O mundo tem o seu papel – branco do dia
De cor e luz: alegria;
Tem o negrume da noite,
Das nuvens cerradas de trovoada;
O colorido de sangue e pó, sem desvelo,
Sem dó.
E busca-se um mundo de bom sabor,
que nem sempre vemos sorrir.
Quando se impõe a deriva,
logo a tontura;
e não se consegue ver
poesia em janelas, olhos de alguém.
A tormenta é quase sempre maior.
Mas temos sempre de emergir,
Recobrar o fôlego todos os dias.
Quando uma pequena aberta se vislumbrar,
consiga-se esquecer a dor e passar.
Cor, muita cor é que se quer,
De luz e flores preenchida.
Que de escuros cinzentos anda cheia a vida.
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